A Fundação da Associação

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Nas últimas décadas assistiu-se em Portugal a uma verdadeira revolução ambiental.

Com efeito, há pouco mais de vinte anos atrás os Resíduos Sólidos Urbanos, após a sua recolha, eram depositados em lixeiras sem qualquer tipo de tratamento.

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Com a adesão de Portugal à União Europeia os sucessivos governos têm vindo a comprometer-se com as políticas europeias de ambiente, colocando metas a atingir no que diz respeito ao tratamento e à reciclagem, nomeadamente.

 

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Passámos da simples deposição em lixeira para um sistema de triagem, tratamento, valorização energética, produção de composto, incineração e, apenas de forma residual, em células de confinamento técnico, substitutas das antigas lixeiras a céu aberto.

Foi empreendido um enorme investimento, quer financeiro, quer tecnológico, quer nas mentalidades não só dos cidadãos mas essencialmente das autoridades públicas e em especial dos municípios.

Também ao nível do Governo foram criadas as estruturas necessárias para atingir estes objetivos e conseguir alcançar estas metas. A começar pela criação e institucionalização do Ministério do Ambiente mas também pela criação de institutos públicos responsáveis pela operacionalização dos objetivos políticos do Governo, de que são exemplo a APA – Agência Portuguesa do Ambiente e a ERSAR – Entidade Reguladora de Serviços de Águas e Resíduos.

No início deste processo o país foi, basicamente, dividido em trinta agrupamentos de municípios e cada um desses agrupamentos constituiu uma empresa exclusivamente vocacionada para o tratamento final dos resíduos sólidos urbanos, ou seja, para todo o processo após a recolha dos resíduos à porta dos cidadãos.

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Estas empresas, denominadas Sistemas, obedecem a dois modelos:

(1) umas têm capitais exclusivamente dos municípios a que dizem respeito e estas chamam-se Intermunicipais; (2) outras entenderam aceitar a participação financeira e de gestão do Estado e denominam-se Multimunicipais.

As empresas multimunicipais/sistemas com participação do Estado Central estão colocadas sob a tutela da EGF – Empresa Geral de Fomento do Grupo Águas de Portugal.

Por outro lado, os sistemas Intermunicipais, com capital e gestão exclusivamente dos municípios, representam cerca de 40% da população nacional, têm dimensão muito variada.

Estas empresas, Intermunicipais, entenderam constituir uma Associação que pudesse congregar a defesa dos interesses do setor e o apoio ao desenvolvimento técnico e tecnológico, constituindo-se como entidade congregadora das sinergias de cada uma das suas partes.

As fundadoras da EGSRA são 11 Empresas Intermunicipais que protagonizaram a génese deste projeto:

Braval, Lipor, Ambisousa, Resíduos do Nordeste, Ecobeirão, A.M. Raia Pinhal, Resitejo, Tratolixo, Gesamb, Ambilital e Resialentejo.

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No dia 29 de Agosto de 2009 foi celebrada a Escritura Pública da EGSRA e no dia 19 de Novembro do mesmo ano teve lugar a Assembleia Geral Constitutiva com a eleição dos órgãos sociais, iniciando de imediato a EGSRA a sua atividade.