Os custos da gestão de resíduos urbanos – o contexto atual e dinâmicas futuras

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Os custos da gestão de resíduos urbanos – o contexto atual e dinâmicas futuras

Paulo Praça, Presidente da Direção da ESGRA

Os custos da gestão de resíduos urbanos – o contexto atual e dinâmicas futuras

(Ambiente Online, 21 de maio de 2018)

«Os aterros existentes esgotarão maioritariamente a sua capacidade de encaixe até meados da próxima década e os futuros aterros que se venham a construir enfrentarão um contexto muito mais exigente do que há 20 anos, o que se traduzirá, naturalmente, em custos muito mais elevados, e seguramente sem financiamentos comunitários. Por outro lado, a futura regulamentação europeia imporá restrições à utilização do aterro, o que criará uma elevada pressão para o aumento da TGR, que se sabe ser um fator dissuasor eficaz à utilização do aterro e de ampla utilização europeia.

Também a gestão de RU em baixa, cujo preço médio em 2016 foi de 65,79 €/t (RASAR 2017), é alvo de um conjunto de dinâmicas políticas e regulamentares que levará a um aumento tendencial do custo médio. É o caso da implementação de sistemas PAYT (Pay as you throw),  da generalização da recolha seletiva de resíduos urbanos biodegradáveis e do aumento generalizado da recolha seletiva em todas as fileiras, entre outros.

Consequentemente, quer em alta quer em baixa, se o país pretender efetivamente aumentar a circularidade da sua economia e cumprir os compromissos europeus em matéria de gestão de RU, não se afigura viável a manutenção de custos de gestão de RU ao nível dos atuais. Importa por isso, atempadamente, criar condições para que esse aumento se situe dentro de limites socialmente aceitáveis e que não comprometa a sustentabilidade do sistema de gestão de RU.»

(Excertos. O artigo completo, AQUI.)